Portuguese poem
Rosas que já vos fostes, desfolhadas
Rosas que já vos fostes, desfolhadas Por mãos tambem que já se foram, rosas Suaves e tristes! Rosas que as amadas, Mortas tambem, beijaram suspirosas...
Umas rubras e vans, outras fanadas, Mas cheias do calor das amorosas... Sois aroma de alfombras silenciosas Onde dormiram tranças destrançadas.
Umas brancas, da côr das pobres freiras, Outras cheias de viço e de frescura, Rosas primeiras, rosas derradeiras!
Ai! quem melhor que vós, se a dôr perdura, Para coroar-me, rosas passageiras, O sonho que se esvae na desventura?