Versos Portuguese Alphonsus de Guimaraens Sempre vivi com a morte dentro da alma

Portuguese poem

Sempre vivi com a morte dentro da alma

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Sempre vivi com a morte dentro da alma, Sempre tacteei nas trevas de um jazigo. A sombra que me envolve é eterna e calma, E sigo sem saber quem vai comigo.

O fantasma que o coração me ensalma Não me ouve mais as orações que digo. Não existe no solo uma só palma Pela alameda olímpica que sigo...

Vós que ao meu lado viestes, visionários Da esperança! fi castes no caminho, Envolvidos nas dobras dos sudários...

Que seria de mim, se eu não tivesse O calor subalar do teu carinho, Ó minha ânsia, ó meu sonho, ó minha prece!