Portuguese poem
Hão de chorar por ella os cinnamomos
Hão de chorar por ella os cinnamomos, Murchando as flores ao tombar do dia. Dos laranjaes hão de cahir os pomos, Lembrando-se daquella que os colhia.
As estrellas dirão: — Ai! nada somos, Pois ella se morreu, fulgente e fria... E pondo os olhos nella como pomos, Hão de chorar a irman que lhes sorria.
A lua, que lhe foi mãe carinhosa, Que a viu nascer e amar, ha-de envolvel-a Entre lirios e petalas de rosa.
Os meus sonhos de amor serão defuntos... E os archanjos dirão no azul, ao vel-a, Pensando em mim: — Porque não vieram juntos?