Portuguese poem
Ignoto Deo
Senhor! eu sou teu filho! eu sou aquele Que tanta vez pecou, porem, contrito, Tanta vez tem erguido a ti o grito Da aguia que o tufão no alto compele.
E a aguia sofre tambem, como ave imbele, E mais que ela (que pôe mais alto o fito) Mas da aguia, que lutou, o brado aflito. Senhor! o teu ouvido não repele.
Eu não cáio, meu Deus, sem ter lutado; Fraco sou, por que sou de barro e limo, Porem na tua Lei medito e sismo.
E eu sou teu filho! A um filho desgraçado Que ha-de um páe recusar? Oh, dá-me arrimo, Estende-me tua mão por sobre o abismo.