Portuguese poem
Ignotus
(A Salomão Sáragga)
Onde te escondes? Eis que em vão clamamos, Suspirando e erguendo as mãos em vão! Já a voz enrouquece e o coração Está cançado--e já desesperamos...
Por céo, por mar e terras procuramos O Espirito que enche a solidão, E só a propria voz na immensidão Fatigada nos volve... e não te achamos!
Céos e terra, clamai, aonde? aonde?-- Mas o Espirito antigo só responde, Em tom de grande tedio e de pezar:
--Não vos queixeis, ó filhos da anciedade, Que eu mesmo, desde toda a eternidade, Tambem me busco a mim... sem me encontrar!