Versos Portuguese Antero de Quental Ii

Portuguese poem

Ii

by

Listen in the reader

Dorme entre os gelos, flor immaculada! Lucta, pedindo um ultimo clarão Aos soes que ruem pela immensidão, Arrastando uma aureola apagada...

Em vão! Do abysmo a bocca escancarada Chama por ti na gélida amplidão... Sobe do poço eterno, em turbilhão, A treva primitiva conglobada...

Tu morrerás tambem. Um ai supremo, Na noite universal que envolve o mundo, Ha-de ecchoar, e teu perfume extremo

No vacuo eterno se esvahirá disperso, Como o alento final d'um moribundo, Como o ultimo suspiro do Universo.