Portuguese poem
Iii
Eu não sei quem tu és--mas não procuro (Tal é minha confiança) devassal-o. Basta sentir-te ao pé de mim, no escuro, Entre as fórmas da noite, com quem falo.
Atravez do silencio frio e obscuro Teus passos vou seguindo, e, sem abalo, No cairel dos abysmos do Futuro Me inclino á tua voz, para sondal-o.
Por ti me engolfo no nocturno mundo Das visões da região innominada, A ver se fixo o teu olhar profundo...
Fixal-o, comprehendel-o, basta uma hora, Funerea Beatriz de mão gelada... Mas unica Beatriz consoladora!