Portuguese poem
Mors-Amor
(A Luiz de Magalhães)
Esse negro corcel, cujas passadas Escuto em sonhos, quando a sombra desce, E, passando a galope, me apparece Da noite nas phantasticas estradas.
D'onde vem elle? Que regiões sagradas E terriveis cruzou, que assim parece Tenebroso e sublime, e lhe estremece Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavalleiro de expressão potente, Formidavel, mas placido, no porte, Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera extranha sem temor. E o corcel negro diz: «Eu sou a Morte!» Responde o cavalleiro: «Eu sou o Amor!»