Portuguese poem
Só! - Ao ermita sozinho na montanha
Só! — Ao ermita sósinho na montanha Visita-o Deus e dá-lhe confiança: No mar, o nauta, que o tufão balança, Espera um sopro amigo que o céo tenha...
Só! — Mas quem se assentou em riba estranha, Longe dos seus, lá tem inda a lembrança: E Deus deixa-lhe ao menos a esperança Ao que á noite soluça em erma penha...
Só! — Não o é quem na dor, quem nos cançaços, Tem um laço que o prenda a este fadario. Uma crença, um desejo... e inda um cuidado...
Mas cruzar, com desdem, inertes braços, Mas passar, entre turbas, solitario, Isto é ser só, é ser abandonado!