Portuguese poem
Iii
Dizer que Deus dá Castigos Eternos, que não têm fim, É a maior das blasphemias, Heresia, quanto a mim...
Se os homens, por maus que sejam, Tal não podem legislar, Porque a Morte aos criminosos Vem da pena libertar,
Querer que Deus os exceda No rancor e na secura É de embrenhar nosso espirito Nuns abysmos de amargura!