Portuguese poem
Velha Anedota
by Artur de Azevedo (1855–1908)
Tertuliano, frívolo peralta, Que foi um paspalhão desde fedelho, Tipo incapaz de ouvir um bom conselho, Tipo que, morto, não faria falta;
Lá um dia deixou de andar à malta, E, indo à casa do pai, honrado velho, A sós na sala, diante de um espelho, À própria imagem disse em voz bem alta:
- Tertuliano, és um rapaz formoso! És simpático, és rico, és talentoso! Que mais no mundo se te faz preciso? -
Penetrando na sala, o pai sisudo, Que por trás da cortina ouvira tudo, Severamente respondeu: - Juízo. -