Portuguese poem
Ao Longe Os Barcos De Flores
Só, incessante, um som de flauta chora, Viuva, gracil, na escuridão tranquilla, --Perdida voz que de entre as maís se exila, --Festões de som dissimulando a hora.
Na orgia, ao longe, que em clarões scintilla E os labios, branca, do carmim desflora... Só, incessante, um som de flauta chora, Viuva, gracil, na escuridão tranquilla.
E a orchestra? E os beijos? Tudo a noite, fora, Cauta, detem. Só modulada trila A flauta flebil... Quem ha-de remil-a? Quem sabe a dôr que sem razão deplora?
Só, incessante, um som de flauta chora...