Versos Portuguese Camilo Almeida Pessanha Ao Longe Os Barcos De Flores

Portuguese poem

Ao Longe Os Barcos De Flores

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Só, incessante, um som de flauta chora, Viuva, gracil, na escuridão tranquilla, --Perdida voz que de entre as maís se exila, --Festões de som dissimulando a hora.

Na orgia, ao longe, que em clarões scintilla E os labios, branca, do carmim desflora... Só, incessante, um som de flauta chora, Viuva, gracil, na escuridão tranquilla.

E a orchestra? E os beijos? Tudo a noite, fora, Cauta, detem. Só modulada trila A flauta flebil... Quem ha-de remil-a? Quem sabe a dôr que sem razão deplora?

Só, incessante, um som de flauta chora...