Portuguese poem
Final
Ó cores virtuaes que jazeis subterraneas, --Fulgurações azues, vermelhos de hemoptyse, Represados clarões, chromaticas vesanias--, No limbo onde esperaes a luz que vos baptise,
As palpebras cerrae, anciosas não veleis.
Abôrtos que pendeis as frontes côr de cidra, Tão graves de scismar, nos bocaes dos museus, E escutando o correr da agua na clepsydra, Vagamente sorris, resignados e atheus,
Cessae de cogitar, o abysmo não sondeis.
Gemebundo arrulhar dos sonhos não sonhados, Que toda a noite erraes, doces almas penando, E as azas laceraes na aresta dos telhados, E no vento expiraes em um queixume brando,
Adormecei. Não suspireis. Não respireis.