Portuguese poem
Xxxii
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
Epilogo
Paroxismos da luz! tristes cantares! Sahis da treva, em treva esquecereis! Romanticos leitores não choreis; Poupai-vos para os vossos máos azares.
Se navegaes por bonançosos mares, De subito, no azul do ceu vereis A nuvem que se rompe nos parceis De imprevistas borrascas de pezares.
Disse Henry Heine, o cego: «Não lastimem «As lancinantes magoas que me opprimem... «Espere cada qual chorar por fim.»
E eu, que tanto carpi os condemnados, Os cegos--os supremos desgraçados!-- Já lagrimas não tenho para mim!