Portuguese poem
Xxxi
by Camilo Castelo Branco (1825–1890)
O ultimo romantico
O extravagante Arthur, em Compostella, Viu desnalgar-se uma gitana Lola, Que tocava pandeiro e castanhola, E jurava que nunca foi donzella.
Chamava-lhe Esmeralda, ou Graziela O romantico Arthur da velha escola; Mas tanto na paixão carnal se atola, Que os bens que tinha dissipou com ella.
Assim que empobreceu, Lola safou-se; E Arthur a pouco e pouco definhou-se Até se evaporar sem ter vintem,
A ti, que foste o ultimo romantico, Dedico o meu, talvez, ultimo cantico... E adeus! Se estás no ceu, porta-te bem.