Portuguese poem
Violeta
by Casimiro de Abreu (1839–1860)
Sempre teu lábio severo Me chama de borboleta! - Se eu deixo as rosas do prado É só por ti - violeta!
Tu és formosa e modesta, As outras são tão vaidosas! Embora vivas na sombra Amo-te mais do que às rosas.
A borboleta travessa Vive de sol e de flores. - Eu quero o sol de teus olhos, O néctar dos teus amores!
Cativo de teu perfume Não mais serei borboleta; - Deixa eu dormir no teu seio, Dá-me o teu mel - violeta!