Versos Portuguese Castro Alves Dedicatoria

Portuguese poem

Dedicatoria

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A pomba d′alliança o vôo espraia Na superficie azul do mar immenso, Rente... rente da espuma já desmaia Medindo a curva do horizonte extenso... Mas um disco se avista ao longe... A praia Rasga nitente o nevoeiro denso!... Ó pouso! ó monte! ó ramo de oliveira! Ninho amigo da pomba forasteira!...

Assim, meu pobre livro as azas larga Neste oceano sem fim, sombrio, eterno... O mar atira-lhe a saliva amarga, O céu lhe atira o temporal de inverno... O triste verga á tão pesada carga!

Quem abre ao triste um coração paterno?... É tão bom ter por arvore — uns carinhos! É tão bom de uns affectos — fazer ninhos!

Pobre orphão! Vagando nos espaços Embalde ás solidões mandas um grito! Que importa? De uma cruz ao longe os braços Vejo abrirem-se ao misero precito... Os tumulos dos teus dão-te regaços! Ama-te a sombra do salgueiro afflicto... Vai, pois, meu livro! e como louro agreste Traz-me no bico um ramo de... cypreste!