Portuguese poem
Lágrimas
Ela chorava muito e muito, aos cantos, Frenética, com gestos desabridos; Nos cabelos, em ânsias desprendidos Brilhavam como pérolas os prantos.
Ele, o amante, sereno como os santos, Deitado no sofá, pés aquecidos, Ao sentir-lhe os soluços consumidos, Sorria-se cantando alegres cantos.
E dizia-lhe então, de olhos enxutos: - "Tu pareces nascida da rajada, "Tens despeitos raivosos, resolutos:
"Chora, chora, mulher arrenegada; "Lagrimeja por esses aquedutos... -"Quero um banho tomar de água salgada."