Portuguese poem
Casa de caboclo
by Chiquinha Gonzaga (1847–1935)
Vancê tá vendo essa casinha Simplesinha Toda branca de sapê? Diz que ela véve no abandono Não tem dono! E se tem ninguém não vê
Uma roseira cobre a banda Da varanda E num pé de cambucá Quando o dia se alevanta Virgem santa! Fica ainsim de sabiá!
Deixa falá toda essa gente Maidizente Bem que tem um moradô! Sabe quem mora dentro dela? Zé Gazela! O maió dos cantadô
Quando gazela viu Siá Rita Tão bonita Pôs a mão no coração Ela pegou, não disse nada Deu risada! Ponto os oinho no chão
E se casaro, mas um dia Que agonia! Quando em casa ele voltou Zé Gazela viu Siá Rita Muita aflita Tava lá Mané Sinhô! Tem duas cruz entrelaça Bem na estrada Escrevero por detrás: "Numa casa de cabloco um é poco dois é bom, três é demais!"