Versos Portuguese Chiquinha Gonzaga Corta-jaca

Portuguese poem

Corta-jaca

by (1847–1935)

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Neste mundo de misérias Quem impera É quem é mais folgazão É quem sabe cortar jaca Nos requebros De suprema, perfeição, perfeição

Ai, ai, como é bom dançar, ai! Corta-jaca assim, assim, assim Mexe com o pé! Ai, ai, tem feitiço tem, ai! Corta meu benzinho assim, assim!

Esta dança é buliçosa Tão dengosa Que todos querem dançar Não há ricas baronesas Nem marquesas Que não saibam requebrar, requebrar

Este passo tem feitiço Tal ouriço Faz qualquer homem coió Não há velho carrancudo Nem sisudo Que não cia em trololó, trololó

Quem me vir assim alegre No Flamengo Por certo se há de render Não resiste com certeza Com certeza Este jeito de mexer

Um flamengo tão gostoso Tão ruidoso Vale bem meia-pataca Dizem todos que na ponta Está na ponta Nossa dança corta-jaca, corta-jaca!