Portuguese poem
Roda iaiá
by Chiquinha Gonzaga (1847–1935)
Ioiâ, meu bem, o que que é isso? Quer modo de olhar pra gente! Coitado, que eu tenho feitiço Que aparece de repente
Em tudo sou decidida Tenho sangue com fartura Ai ioiô, e se duvida Ponha água na fervura!
Que eu sou de foto Que eu sou de brasa Roda ioiô, já, já pra casa!
Na boca tenho perfumes Da mais bela flor do prado Gostou de mim, tem ciúmes Roubou-me um beijo, é queimado!
Se me abraça, ai que perigo! É mais que certo, morreu Ioiô, não mexa comigo Eu peço por amor do céu