Portuguese poem
Tava assim de português
by Chiquinha Gonzaga (1847–1935)
Sob um céu puro de anil O meu Brasil Era um paraíso aberto Té que um dia um estrangeiro Aventureiro Veio olha ele de perto!
E num pau de bananeira A bandeira Lusitana ele plantou Meu Brasil desde esse dia Que agonia Teve o seu descobridor!
Com três pena de urubu E o resto nu Nós vivia pelas arve E ninguém tinha receio Bem o sei-o Nem dum tá Roque Gonçarve!
E Cabrá que era Almirante Comandante Trouxe cem de uma só vez Quando a gente quis gritá Quis estrilá Tava assim de português!
Nunca mais tranqüilidade Na cidade Teve os filho do país Cada um que aqui sartava Carregava Com a sua muié dos infeliz!
É por isso que nós grita Nós apita Contra esses português Queque aqui chega e arrebata As mulata Pra sortá no fim do mês!