Versos Portuguese Cláudio Manuel da Costa Leia a posteridade, ó pátrio Rio

Portuguese poem

Leia a posteridade, ó pátrio Rio

by (1729–1789)

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Leia a posteridade, ó patrio Rio, Em meus versos teu nome celebrado, Porque vejas uma hora despertado O somno vil do esquecimento frio:

Não vês nas tuas margens o sombrio, Fresco assento de um álamo copado; Não vês Ninfa cantar, pastar o gado Na tarde clara do calmoso estio.

Turvo banhando as pallidas arêas Nas porções do riquissimo thezouro O vasto campo da ambição recrêas.

Que de seus raios o Planeta louro, Enriquecendo o influxo em tuas vêas, Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.