Versos Portuguese Cláudio Manuel da Costa Quem és tu? (ai de mim!) eu reclinado

Portuguese poem

Quem és tu? (ai de mim!) eu reclinado

by (1729–1789)

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Quem és tu? (ai de mim!) eu reclinado No seio de uma víbora! Ah tirana! Como entre as garras de uma tigre hircana Me encontro de repente sufocado!

Não era essa, que eu tinha posta ao lado, Da minha Nise a imagem soberana? Não era . . . mas que digo! ela me engana: Sim, que eu a vejo ainda no mesmo estado:

Pois como no letargo a fantasia Tão cruel ma pintou, tão inconstante, Que a vi.. . ? mas nada vi; que eu nada cria.

Foi sonho; foi quimera; a um peito amante Amor não deu favores um só dia, Que a sombra de um tormento os não quebrante.