Versos Portuguese Cláudio Manuel da Costa Toda a mortal fadiga adormecia

Portuguese poem

Toda a mortal fadiga adormecia

by (1729–1789)

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Toda a mortal fadiga adormecia No silêncio, que a noite convidava; Nada o sono suavíssimo alterava Na muda confusão da sombra fria:

Só Fido, que de amor por Lise ardia, No sossego maior não repousava; Sentindo o mal, com lágrimas culpava A sorte; porque dela se partia.

Vê Fido, que o seu bem lhe nega a sorte; Querer enternecê-na é inútil arte; Fazer o que ela quer, é rigor forte:

Mas de modo entre as penas se reparte; Que à Lise rende a alma, a vida à morte: Por que uma parte alente a outra parte.