Portuguese poem
Folha de Album
by Constantino José Gomes de Souza (1825–1875)
Não brilha tanto na celeste altura A estrella na manhã, Como da vida nos vergéis fulgura Tua imagem louçan.
De teus olhos a luz, gentil donzella, E’ scentelha divina, Que os segredos do céu doce revela A’s almas que illumina.
Sublime como tu não fora tanto A pomba mensageira. Quando levava ao patriarcha santo O ramo de oliveira.
Como tu de virtudes adornada, Filha do céu, quem é? Mas do que tu só foi a immaculada Virgem de Nazareth.
Foi a melhor perola e inbutida No diadema immortal Que a fronte cinge A’quelle a quem a vida E’ fonte perennal.
Tu és a nota d’immortal poesia A’ harpa da crêação; Na mesma harpa igualmente preludia O Onmipotente em vão…