Portuguese poem
Acima de tudo
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Da gota d'água de um carinho agreste Geram-se os oceanos da Bondade. O coração que é livre e bom reveste Tudo d'encanto e simples majestade.
Ascender para a Luz é ser celeste, Novos astros sentir na imensidade Da alma e ficar nessa inconsútil veste Da divina e serena claridade.
O que é consolador e o que é supremo Cada alma encontra no caminho extremo, Quando atinge às estrelas da pureza.
É apenas trazer o Ser liberto De tudo e transformar cada deserto Num sonho virginal da Natureza!