Portuguese poem
Anima mea
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Ó minh'alma, ó minh'alma, ó meu Abrigo, Meu sol e minha sombra peregrina, Luz imortal que os mundos ilumina Do velho Sonho, meu fiel Amigo!
Estrada ideal de São Tiago, antigo Templo da minha fé casta e divina, De onde é que vem toda esta mágoa fina Que é, no entanto, consolo e que eu bendigo?
De onde é que vem tanta esperança vaga, De onde vem tanto anseio que me alaga, Tanta diluída e sempiterna mágoa?
Ah! de onde vem toda essa estranha essência De tanta misteriosa Transcendência Que estes olhos me dixam rasos de água?!