Portuguese poem
Através das romãzeiras
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Através das romãzeiras E dos pomares floridos Ouvem-se as vezes ruídos E bater d’asas ligeiras.
São as aves forasteiras Que dos seus ninhos queridos Vêm dar ali os gemidos Das ilusões passageiras.
Vêm sonhar leves quimeras, Idílios de primaveras, Contar os risos e os males.
Vêm chorar um seio de ave Perdida pela suave Carícia verde dos vales.