Portuguese poem
Auréola Equatorial
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Fundi em bronze a estrofe augusta dos prodígios, Poetas do Equador, artísticos Barnaves; Que o facho — Abolição — rasgando as nuvens graves De raios e bulcões — triunfa nos litígios!
— O rei Mamoud, o Sol, vibrou p'raquelas bandas do Norte — a grande luz — elétrico, explodindo, Assim como quem vai, intrépido, subindo À luz da idade nova — em claras propagandas.
— Os pássaros titãs nos seus conciliábulos, — Chilreiam, vão cantando em místicos vocábulos, Alargam-se os pulmões nevrálgicos das zonas;
Abri alas, abri! — Que em túnica de assombros, Irá passar por vós, com a Liberdade aos ombros, Como um colosso enorme o impávido Amazonas!