Portuguese poem
Cristo
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Cristo morreu, ó tristes criaturas, Era matéria como vós, morreu; E quando a noite sepulcral desceu Gelou com ele o oceano das ternuras.
Nunca outro sol de irradiações mais puras Subiu tão alto e tanto resplendeu, Nunca ninguém tão firme combateu Da humanidade todas as torturas.
Morreu, que se ele, o Deus, ressuscitasse, Limpa de sangue e lágrimas a face, Os seus olhos tranqüilos, virginais,
Dons inefáveis, corações piedosos, Tinham de abrir-se muito dolorosos, Também chorando quando vós chorais!