Versos Portuguese Cruz e Sousa Da Senzala

Portuguese poem

Da Senzala

by (1861–1898)

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De dentro da senzala escura e lamacenta Aonde o infeliz De lágrimas em fel, de ódio se alimenta Tornando meretriz

A alma que ele tinha, ovante, imaculada Alegre e sem rancor, Porém que foi aos poucos sendo transformada Aos vivos do estertor...

De dentro da senzala Aonde o crime é rei, e a dor — crânios abala Em ímpeto ferino;

Não pode sair, não, Um homem de trabalho, um senso, uma razão... e sim um assassino!