Portuguese poem
De cabelos desmanchados
by Cruz e Sousa (1861–1898)
De cabelos desmanchados, Tu, teus olhos luminosos Recordam-me uns saborosos E raros frutos de prados.
Assim negros e quebrados, Profundos, grandes, formosos, Contêm fluidos vaporosos São como campos mondados.
Quando soltas os cabelos Repletos de pesadelos E de perfumes de ervagens;
Teus olhos, flor das violetas, Lembram certas uvas pretas Metidas entre folhagens.