Portuguese poem
De manhã tu vais ao gado
by Cruz e Sousa (1861–1898)
De manhã tu vais ao gado A cantar entre as giestas, Com tuas graças modestas, Correndo e saltando o prado.
E a veiga e o rio e o valado Que todos dormem as sestas Acordam-se ante as honestas Canções desse peito amado.
As aves nos ares gozam, Entre abraços se desposam, No mais amoroso enlace.
E as abelhas matutinas Que regressam das boninas Voam, te em torno da face.