Portuguese poem
Decadentes
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Richepin, Rollinat! gritos sangrentos Da carne alvoroçada de desejos, Mosto de risos, lágrimas e beijos, Estertores de abutres famulentos.
Desesperado frêmito dos ventos, De harpas, sutis, fantásticos harpejos, Clarins de guerra, e cânticos e adejos De aves — todos os vivos elementos.
Tudo flameja e nas estrofes canta, Estruge, zune, em borbotões levanta Noites, luares, fulgurantes dias.
Mas nessa ideal temperatura forte Tudo isso é triste como a flor da morte Que brota dentro das caveiras frias...