Versos Portuguese Cruz e Sousa Encarnação

Portuguese poem

Encarnação

by (1861–1898)

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Carnaes, sejam carnaes tantos desejos, Carnaes, sejam carnaes tantos anceios, Palpitações e frémitos e enleios, Das harpas da emoção tantos harpejos...

Sonhos, que vão, por tremulos adejos, Á noite, ao luar, entumescer os seios Lacteos, de finos e azulados veios De virgindade, de pudôr, de pejos...

Sejam carnaes todos os sonhos brumos De estranhos, vagos, estrellados rumos Onde as Visões do amor dórmem geladas...

Sonhos, palpitações, desejos e ancias Fórmem, com claridades e fragrancias, A encarnação das lividas Amadas !