Versos Portuguese Cruz e Sousa Flor nirvanisada

Portuguese poem

Flor nirvanisada

by (1861–1898)

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Ó cégos corações, surdos ouvidos, Boccas inuteis, sem clamor, fechadas, Almas para os mysterios apagadas, Sem segredos, sem écho e sem gemidos;

5Consciencias hirsutas, de bandidos, Vêsgas, nefandas e desmanteladas, Portas de ferro, com furor trancadas, Dos ócios máos hystericos Vencidos.

Desenterrae-vos das sangrentas furnas

10Sinistras, cabalisticas, nocturnas, Onde ruge o Peccado caudaloso...

Fazei da Dor, do triste Gozo humano, A Flor do Sentimento soberano, A Flor nirvanisada de outro Gozo!