Versos Portuguese Cruz e Sousa Floripes

Portuguese poem

Floripes

by (1861–1898)

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Fazes lembrar as mouras dos castelos, As errantes visões abandonadas Que pelo alto das torres encantadas Suspiravam de trêmulos anelos.

Traços ligeiros, tímidos, singelos Acordam-te nas formas delicadas Saudades mortas de regiões sagradas, Carinhos, beijos, lágrimas, desvelos.

Um requinte de graça e fantasia Dá-te segredos de melancolia, Da Lua todo o lânguido abandono...

Desejos vagos, olvidadas queixas Vão morrer no calor dessas madeixas, Nas virgens florescências do teu sono.