Portuguese poem
Fôgos fatuos
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Nas fórmas voluptuosas o Soneto Tem fascinante, cálida fragrancia E as leves, langues curvas de elegancia. De extravagante e mórbido esqueleto.
5A graça nobre e grave do quarteto Recébe a original intolerancia, Toda a subtil, secréta extravagancia Que transborda terceto por terceto.
E como um singular polichinéllo
10Ondula, ondeia, curioso e bello, O Sonelo, nas fórmas caprichósas.
As rimas dão-lhe a purpura vetusta E nas mais rara procissão augusta Surge o Sonho das almas dolorosas...