Portuguese poem
Glórias Antigas
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Rubras como gauleses arruivados, Voltam da guerra as hostes triunfantes, Trazem nas lanças d’aço lampejantes, Os louros das batalhas pendurados.
Os escudos e arneses dos soldados Rutilam como lascas de diamantes E na armadura os músculos vibrantes, Rijos, palpitam, batem nervurados.
Dentre estandartes, flâmulas de cores, Trazem dos olhos rufos de tambores, Ruídos de alegria estranha e louca.
Chegam por fim, à pátria vitoriosa... E então, da ardente glória belicosa, Há um grito vermelho em cada boca!