Versos Portuguese Cruz e Sousa Frutas e Flores

Portuguese poem

Frutas e Flores

by (1861–1898)

Listen in the reader

Laranjas e morangos — quanto às frutas, Quanto às flores, porém, ah! quanto às flores, Trago-te dálias rubras, d'essas cores Das brilhantes auroras impolutas.

Venho de ouvir as misteriosas lutas Do mar chorando lágrimas de amores; Isto é, venho de estar entre os verdores De um sítio cheio de asperezas brutas,

Mas onde as almas — pássaros que voam — Vivem sorrindo às músicas que ecoam Dos campos livres na rural pobreza.

Trago-te frutas, flores, só apenas, Porque não pude, irmã das açucenas, Trazer-te o mar e toda a natureza!