Portuguese poem
Invulnerável
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Quando dos carnavais da raça humana Forem caindo as máscaras grotescas E as atitudes mais funambulescas Se desfizerem no feroz Nirvana;
Quando tudo ruir na febre insana, Nas vertigens bizarras, pitorescas De um mundo de emoções carnavalescas Que ri da Fé profunda e soberana,
Vendo passar a lúgubre, funérea Galeria sinistra da Miséria, Com as máscaras do rosto descoladas,
Tu que és o deus, o deus invulnerável, Reseiste a tudo e fica formidável, No Silêncio das nooites estreladas!