Versos Portuguese Cruz e Sousa Inefável!

Portuguese poem

Inefável!

by (1861–1898)

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Nada há que me domine e que me vença Quando a minh'alma mudamente acorda... Ela rebenta em flor, ela transborda Nos alvoroços da emoção imensa.

Sou como um Réu de celestial Sentença, Condenado do Amor, que se recorda Do Amor e sempre no Silêncio borda D'estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros E tudo vejo dos encantos raros E de outra mais serenas madrugadas!

todas as vozes que procuro e chamo Ouço-as dentro de mim, porque eu as amo Na minh'alma volteando arrebatadas!