Versos Portuguese Cruz e Sousa Madona da Tristeza

Portuguese poem

Madona da Tristeza

by (1861–1898)

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Quando te escuto e te olho reverente E sinto a tua graça triste e bela De ave medrosa, tímida, singela, Fico a cismar enternecidamente.

Tua voz, teu olhar, teu ar dolente Toda a delicadeza ideal revela E de sonhos e lágrimas estrela O meu ser comovido e penitente.

Com que mágoa te adoro e te contemplo, Ó da Piedade soberano exemplo, Flor divina e secreta da Beleza.

Os meus soluços enchem os espaços Quando te aperto nos estreitos braços, solitária madona da Tristeza!