Versos Portuguese Cruz e Sousa Prêsa do ódio

Portuguese poem

Prêsa do ódio

by (1861–1898)

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Da tu'alma na funda galeria Descendo ás vezes, eu ás vezes sinto Que como o mais feroz lobo faminto Teu ódio baixo de alcateia espia.

5Do desespero a noite cava e fria, De bohemias vis o pérfido absyntho Poz no teu ser um negro labyrintho, Desencadeou sinistra ventania.

Desencadeou a ventania rouca,

10Surda, tremenda, desvairada, louca, Que a tu'alma abalou de lado a lado.

Que te inflammou de coleras suprêmas E deixou-te nas tragicas algêmas Do teu odio sangrento acorrentado!