Portuguese poem
Primavera a Fora
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Escute, excelentíssima: — Que aragens Traz do árvoredo a fresca romaria; Como este sol é rubro de alegria, Que tons de luz nas límpidas paisagens.
Pois beba este ar e goze estas viagens Das brancas aves, sinta esta harmonia Da natureza e deste alegre dia Que resplandece e ri-se nas ervagens.
Deixe lá fora estrangular-se o mundo... Encare o céu e veja este fecundo Chão que produz e que germina as flores.
Vamos, senhora, o braço à primavera, E numa doce música sincera, Cante a balada eterna dos amores...