Portuguese poem
Quando eu partir
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Quando eu partir, que eterna e que infinita Há de crescer-me a dor de tu ficares; Quanto pesar e mesmo que pesares, Que comoção dentro desta alma aflita.
Por nossa vida toda sol, bonita, Que sentimento, grande como os mares, Que sombra e luto pelos teus olhares Onde o carinho mais feliz palpita...
Nesse teu rosto da maior bondade Quanta saudade mais, que atroz saudade... Quanta tristeza por nós ambos, quanta,
Quando eu tiver já de uma vez partido, Ó meu amor, ó meu muito querido Amor, meu bem, meu tudo, ó minha santa!