Versos Portuguese Cruz e Sousa Regenerada

Portuguese poem

Regenerada

by (1861–1898)

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De mãos póstas, á luz de frouxos cyrios Rézas para as Estrellas do Infinito, Para os Ázues dos sideraes Empyreos Das Orações o doloroso rito.

Todos os mais reconditos martyrios, As angustias mortaes, teu labio afflicto Soluça, em préces de luar e lyrios, N'um trémulo de phrases inaudito.

Olhos, braços e labios, mãos e seios, Presos d'estranhos, mysticos enleios, Já nas Magoas estão divinisados.

Mas no teu vulto ideal e penitente Paréce haver todo o calôr vehemente Da fébre antiga de gentis Peccados.