Versos Portuguese Cruz e Sousa Requiescat

Portuguese poem

Requiescat

by (1861–1898)

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Grande, grande Ilusão morta no espaço, Perdida nos abismos da memória, Dorme tranqüila no esplendor da glória, Longe das amarguras do cansaço...

Ilusão, Flor do sol, do morno e lasso Sonho da noite tropical e flórea, Quando as visões da névoa transitória Penetram na alma, num lascivo abraço...

Ó Ilusão! Estranha caravana de águias, soberbas, de cabeça ufana, De asas abertas no clarão do Oriente.

Não me persiga o teu mistério enorme! Pelas saudades que me aterram, dorme, Dorme nos astros infinitamente...