Portuguese poem
To Sleep, To Dream
by Cruz e Sousa (1861–1898)
Dormir, sonhar — o poeta inglês o disse... Ah! Mas se a gente nunca mais sonhasse Ah! Mas se a gente nunca mais dormisse E a ilusões não mais acalentasse?
E o que importava que o futuro risse De um visionário que tal cousa ideasse; Se não seria o único que abrisse Uma exceção da vida humana à face?...
Se os imortais filósofos modernos Que derrubaram todos os infernos, Que destruíram toda a teogonia.
Orientando a triste humanidade, Deixaram, mais e mais, a piedade Inteiramente desolada e fria?